Turismo rural volta a movimentar propriedades em Mogi das Cruzes

Turismo rural volta a movimentar propriedades em Mogi das Cruzes

Turistas podem alimentar galinhas, colher frutas e fazer caminhadas.

O turismo rural em Mogi das Cruzes volta a receber os visitantes com a flexibilização da quarentena. A cidade tem 14 propriedades de turismo na modalidade e 80% já retomaram as atividades seguindo os protocolos de segurança. Nos passeios, o visitante pode fazer atividades simples, como alimentar as galinhas.

Em uma das propriedades do município, a caminhada pelo sítio de mais de 7 hectares serve para as crianças descobrirem de onde vem o que elas só costumam encontrar no mercado. O morango sem agrotóxico é a fruta que mais faz sucesso entre os visitantes. “Nessa época de pandemia é um refúgio para o final de semana”, afirma o engenheiro agrônomo Fabrício Kitaguchi.

Os sucos são preparados com as frutas produzidas no próprio sítio. Os pratos principais saem do fogão à lenha. E se der aquela preguiça depois do almoço dá para tirar um cochilo na rede. “O meu objetivo foi resgatar as raízes das nossa origens, principalmente o oriental que começou tudo na roça. Tentar ensinar o que nós aprendemos. O que nossos pais, nossos avós passaram para nós”, explica o dono do sítio Sérgio Yuiti Arakawa.

Já em outra propriedade, a culinária faz parte do roteiro que oferece ainda trilhas a pé e passeio de trator e quadriciclo. “É uma sensação de liberdade e proporcionar isso para as crianças é uma satisfação”, diz a autônoma Kátia Akemi Uchimura, que visitou a propriedade com o marido e as filhas.

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Colher fruta direto do pé e até levar para casa em caixinhas é um charme. “É uma experiência diferente, o contato com a natureza, coisas que fogem da nossa rotina atribulada. A gente fica encantado com isso”, destaca a comerciante Márcia Aparecida dos Santos Nunes.

Para o produtor rural Adilson Nakahara a visitação no sítio é um passeio possível na pandemia. “Como é ao ar livre e ficaram presos nessa pandemia estão desesperados para sair um pouquinho das casas.”

Laura Benzzuoli, de 81 anos, foi uma das visitantes da propriedade. “No ônibus tivemos segurança. Não veio um ônibus superlotado. Foi um descanso, uma paz de espírito. Para quem está confinado em casa há tantos meses é muito bom. Faz bem para a alma.”

Quem visitou a propriedade no ferido de Finados participou do ritual do tooro nagashi. Uma cerimônia religiosa em homenagem aos mortos realizada em várias regiões do Japão. No fim da tarde os participantes soltaram os barquinhos com velas acesas. Neles, os nomes dos antepassados falecidos.

Pelas águas correntes todos foram levados pelo vento, iluminando o caminho das almas e propagando mensagens de paz. “Colocamos o barquinho na água com a vela, levando a iluminação. Para iluminar o caminho das almas, para elas irem à outra margem do rio que é o rio que separa o nosso mundo com o mundo das almas, o mundo da felicidade das almas”, explica o monge Gyoukan Piza.

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