Muita gente adota receitas caseiras para combater a gripe. Mas especialista destaca que algumas apenas aliviam os sintomas e que vacina é que ajuda na prevenção.

A nova cepa do vírus da gripe, H3N2, tem aumentado o número de atendimento nas unidades básicas de saúde (UBS) do Alto Tietê. Com o aumento do número de caso, muita gente usa receitas caseiras para aumentar a imunidade e tratar dos sintomas. “Própolis com limão ajuda a imunidade. Eu costumo tomar isso aí sempre”, diz o operador e máquinas, Elton Christian Fernandes Santana.

Já a auxiliar de enfermagem Juliana Lúcia de Araújo não abre mão de um chá. “Um chazinho que é melhor. Essa semana mesmo eu fiquei gripada e fiz um chá de hortelã para mim, para minha filha. Só remédio não adianta, tem que ter um chá.”

E depois de quase dois anos de pandemia, tem gente que já sabe que a prevenção nem está tanto no que a gente ingere e sim nos cuidados com os protocolos sanitários. “A gente aprendeu que chá de guaco, chá de alho, essas receitas caseiras. Mas nada como lavar as mãos, ter uma higiene. Toda essa coisa continua o mesmo protocolo da Covid até porque a gente tem criança pequena em casa e o medo é maior”, diz a assistente de logística Camila Alves dos Santos.

O pneumologista Diego Ramos afirma que as receitas caseiras atuam mais para aliviar alguns sintomas, mas não na prevenção da gripe, por exemplo. “Eles vão falar atuar para aliviar os desconfortos. Pode ver que alguns chás de a sensação de descongestionante, vão atuar nos sintomas. Seria fase de contaminação com o vírus e não para proteger da infecção.”

Segundo o médico, outro aliado importante na hora de prevenir doenças respiratórias é a vacinação. “A vacina da gripe é atualizada todo os anos. A vacina atual feita em 2021, ela não contempla proteção para essa nova cepa que está circulando. De qualquer forma quando se vacina para gripe tem proteção cruzada com outras cepas no sentido de talvez ter a infecção com menor intensidade. E para o ano que vem atualizada essa vacina e contemplar a H3N2.”

Ainda segundo o especialista, o que não é recomendado é a suplementação vitamínica sem orientação médica. “Toda vez que a gente vai inserir um complexo de vitamina ou uma vitamina única em alta quantidade, você pode ter o que a gente chama de hiper vitaminose, excesso de vitamina no organismo que também é prejudicial. Toda reposição o ideal é fazer com orientação, durante quanto tempo. Precisa ser guiada e orientada.”

E para manter uma boa imunidade e estar preparado pra quando o organismo entrar em contato com algum vírus, o combo alimentação saudável e protocolos sanitários é a melhor prevenção. “É na verdade estilo de vida saudável. Boa alimentação, alimentação natural, verduras, frutas, legumes, aumentar a hidratação. Usar máscaras, evitar reunião se tem sintomas respiratórios, higienização das mãos antes de tocar nos olhos, nos alimentos e usar álcool em gel.”

Atendimento em Alta

O secretário municipal de Saúde de Mogi das Cruzes, Zeno Morrone Júnior, afirma que nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) houve um aumento de até 60% no atendimento de síndrome gripal.

Ele destaca que nos dias de semana existe um reforço das Unidades de Saúde da Família e aos feriados e finais de semana das UPAs e do Hospital Municipal. “Maioria são casos leves, entretanto por conta da dor no corpo, sensação de febre ou até mesmo febre, dor de cabeça, leva a pensar que está com Covid e corre para o atendimento. Por causa da vacina da Covid muita gente não tomou vacina da gripe e isso deve ter contribuído para a contaminação”, explica o secretário.

O secretário destaca também que o atendimento das UBSs cerca de 30% a 35% são de pessoas de fora de Mogi das Cruzes. “Elas sobrecarregam as nossas unidades. A gente atende normalmente, o SUS é universal. Mas isso sobrecarrega as nossas unidades. Isso não é de hoje. Há muito tempo. Quando Mogi aumentou o número de unidades de saúde as pessoas de cidades vizinhas vem para cá. Mas notamos que pessoas do Itaim Paulista e Ermelino Matarazzo também vem para cá.”

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