Suzano, Mogi e Itaquá confirmam novos casos da varíola dos macacos

Suzano, Mogi e Itaquá confirmam novos casos da varíola dos macacos

O número de infecções pela varíola dos macacos chegou a oito no Alto Tietê. Nesta segunda-feira (1º), após um questionamento do g1, Mogi das Cruzes e Suzano divulgaram a confirmação de três casos cada, enquanto Itaquaquecetuba chegou a dois.

A Secretaria de Saúde de Mogi não detalhou o perfil dos moradores contaminados, mas disse que os três são adultos jovens. O último confirmado está bem e cumpre isolamento domiciliar. Já a Prefeitura de Suzano disse que todos os pacientes são homens, com idades de 27, 39 e 41 anos.

Em Itaquaquecetuba , que foi o primeiro a ser confirmado na região, um segundo caso foi confirmado no dia 22 de julho. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, ambos os pacientes são adultos jovens que não viajaram para o exterior.

Suzano informou que ainda monitora três possíveis casos. Em Ferraz de Vasconcelos, um paciente espera pelo resultado de exames. Arujá disse que duas suspeitas foram descartadas. Guararema e Poá afirmam não ter nenhum caso confirmado ou suspeito da varíola dos macacos.

Os questionamentos também foram enviados a Biritiba Mirim, Salesópolis e Santa Isabel, que ainda não responderam.

Em publicação feita em seu perfil no Twitter nesta segunda-feira (1º), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que o Brasil vai receber o antiviral tecovirimat para combate ao surto de varíola dos macacos no país.

Uma pesquisa publicada na revista científica “The Lancet Infectious Diseases”, do grupo “The Lancet”, apontou que o medicamento se mostrou promissor em reduzir a duração dos sintomas e o tempo em que pacientes com a varíola dos macacos são capazes de infectar outras pessoas.

O g1 questionou o Ministério da Saúde quando ocorrerá a distribuição do medicamento, quantas doses serão importadas e quais grupos, de fato, serão contemplados, mas ainda não obteve resposta da pasta.

O que é a varíola dos macacos?

A varíola dos macacos é uma doença causada pelo vírus monkeypox, que pertence à mesma família (poxvírus) e gênero (ortopoxvírus) da varíola humana. A varíola humana, no entanto, foi erradicada do mundo em 1980, e era muito mais letal.

A transmissão ocorre por contato próximo com lesões, fluidos corporais, gotículas respiratórias e materiais contaminados, como roupas de cama, independentemente da orientação sexual de quem está infectado.

A doença costuma causar os seguintes sintomas iniciais:

  • febre
  • dor de cabeça
  • dores musculares
  • dor nas costas
  • gânglios (linfonodos) inchados
  • calafrios
  • exaustão


Dentro de 1 a 3 dias (às vezes mais) após o aparecimento da febre, o paciente desenvolve uma erupção cutânea, geralmente começando no rosto e se espalhando para outras partes do corpo.

Nos últimos tempos, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a taxa de letalidade da varíola dos macacos foi de cerca de 3% a 6%; para a varíola humana maior, já erradicada, esse percentual chegava a 30%.

Informações G1

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