Moradores da Chácara Duchen, em Suzano, reclamam de longos intervalos entre os ônibus e do mau estado dos pontos

Moradores da Chácara Duchen, em Suzano, reclamam de longos intervalos entre os ônibus e do mau estado dos pontos

Segundo os moradores, durante a pandemia, os intervalos entre um ônibus e outro passam de duas horas. Eles também dizem que há poucos pontos e que o estado de conservação é ruim.

Moradores da Chácara Duchen, em Suzano, reclamam do serviço de transporte público municipal na região. Segundo eles, durante a pandemia, os intervalos entre um ônibus e outro passam de duas horas, chegando, em alguns casos, a quatro horas.

O local está a quase 20 quilômetros do Centro e, por isso, os moradores precisam do transporte público para se deslocarem para uma série de atividades, como acessar serviços de saúde, trabalhar, fazer compras ou ir ao banco, por exemplo. Porém, neste momento, a distância para a cidade não tem sido o único obstáculo.

Lucas da Silva Nascimento busca uma oportunidade de trabalho, mas, por causa dos problemas no transporte, não está fácil conseguir um emprego. “As pessoas sabem muito bem como as coisas funcionam aqui, como é a disponibilidade de ônibus. Dificulta não só para mim, mas para todos que moram aqui”.

Assim que a reportagem da TV Diário chegou ao local, foi possível gravar um ônibus durante o embarque de passageiros, por volta das 10h. A dúvida, no entanto, era sobre quando passaria o próximo.

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“Vai passar por volta de 13h30, 14h. Antes da pandemia, até mesmo quando a estrada ainda estava um caos, os ônibus passavam com intervalo de 40 minutos a uma hora. O comércio está trabalhando, as empresas estão retomando suas atividades, está tudo voltando ao normal, e o transporte público para nós continua em uma precariedade absurda”, relatou a autônoma Lara Ferreira.

Para chegar ao Centro de Suzano, os moradores precisam pegar dois ônibus: um até a Vila Ipelândia e outro até a cidade. O ajudante Carlos da Silva usa o transporte público para ir cuidar da saúde.

“Eu preciso passar no médico para poder pegar remédio de pressão, porque tenho pressão alta. Tenho que fazer os exames. Tenho 50 anos de idade e preciso sempre passar pelo médico para ver como está a saúde. A gente tem que pagar duas passagens para ir até o PS de Palmeiras. Isso está ruim para nós”.

Outra reclamação dos moradores é com relação aos pontos de ônibus. Eles afirmam que são poucos na estrada Duchen e que o estado de conservação é ruim.

“Não tem um ponto de ônibus. Se vai pegar o ônibus, você tem que saber se ele vai passar, ou então ficar duas, três, quatro horas na chuva. Quando você chega em Suzano, você está encharcado de água”, disse a caseira Lucinéia de Almeida.

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Eles se sentem abandonados pelo poder público e esperam que a questão do transporte seja vista com mais atenção. Afinal, quem vive na região e não tem transporte particular precisa ter uma maneira de se locomover.

“Isso é vergonhoso. A gente paga certinho nossos impostos, e o direito de condução, de ir e vir, é de todos. A gente quer saber do prefeito o que ele pode fazer por nós, porque não podemos ficar nessa situação”, acrescentou Lucinéia.

Apesar da situação relatada pelos moradores, a Prefeitura de Suzano disse, em nota, que a linha que atende a Chácara Duchen opera com um ônibus com intervalo de aproximadamente uma hora em dias úteis. O município disse ainda que, em novembro, realocou um intervalo da manhã e implementou um atendimento noturno, a pedido dos moradores.

Sobre a conservação dos pontos de ônibus, a Prefeitura disse que faz um trabalho de revitalização das estruturas e de substituição por outras mais eficientes e modernas e que está definindo os próximos locais que vão receber melhorias.

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