Moradores do distrito de Palmeiras, em Suzano, lamentam perdas provocadas pelas chuvas do final de semana

Moradores do distrito de Palmeiras, em Suzano, lamentam perdas provocadas pelas chuvas do final de semana

Tempestade de sábado (13) deixou bairros alagados e gerou prejuízo aos moradores da região. Quem vive no local reclama da falta de manutenção de um rio, que acabou transbordando.

Moradores do distrito de Palmeiras, em Suzano, passaram o domingo (14) limpando e organizando tudo o que a chuva estragou no sábado (13). Depois do temporal da madrugada, a água do Rio Taiaçupeba-Mirim invadiu casas e muita gente perdeu móveis, eletrodomésticos e até carros.

Depois de dois de chuva forte, ainda é possível encontrar água em alguns locais no distrito. O colchão está no telhado para secar e o carro da ajudante geral Regina Barbosa ainda está cheio de água.

“Choveu demais, encheu tudo. Meu cunhado quase foi levado pela água. Meu filho, meu esposo, perdeu carro. Entrou na minha casa a água. A gente perde tudo, né? Mantimento, não deu para salvar muita coisa, então a gente perde muita coisa mesmo”, lamenta.

Fotos feitas após a chuva mostram como ficou a rua em que ela mora. Com a água alta, até o carro ficou quase submerso. Teve família, inclusive, que precisou ser socorrida com um colchão inflável.

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Moradores do distrito de Palmeiras, em Suzano, lamentam perdas provocadas pelas chuvas do final de semana
Moradores do distrito de Palmeiras, em Suzano, lamentam perdas provocadas pelas chuvas do final de semana — Foto: Reprodução/TV Diário

“[A Defesa Civil] esteve, acabou de sair, mas no dia da chuva mesmo eles também estiveram, mas não vieram aqui. Eles socorreram o frigorífico. Eles ficaram no frigorífico lá socorrendo as pessoas, mas nós que estávamos aqui, precisando de ajuda, não viera ninguém. Nem para gritar do outro lado: ‘querem sair daí?’ não vieram”.

Outras imagens feitas pelos moradores mostram a estrada principal parecendo um rio . Dentro de algumas casas, a água tomou conta de todos os cômodos. Algumas pessoas precisaram ir dormir na casa dos vizinhos, como foi o caso de Valdo Marcos.

“De repente a água entrou pela frente e saiu pelos fundos. Entrou bastante. Coloquei as coisas para cima e tive que dormir na casa do vizinho ali, meu genro. Perdi só o colchão”,

“Meu marido acorda 6h para trabalhar. O celular despertou 6h, aí, quando a gente levantou, meu sogro falou que estava tudo cheio de água. Entrou água no carro, o carro está tudo molhado. A gente nem sabe sentir a perda”, desabafa a dona de casa Geovania Silva Lima.

A água do córrego que passa pela Estrada do Lago baixou, mas quem vive no local diz que ela ficou bem alta durante a chuv

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“A água veio até aqui, na altura do peito. Não tem condições de passar, porque se você for sair na rua, você não sabe onde está a ponte. A ponte ficou igualzinha, cheia de água. Você só via, sabia que era ponte, por causa desse capim que tem aí”, relembra Maria Tereza Batista da Silva.

A água também subiu perto da casa da Michele Cristina de Paula. Ela agora ela está preocupada em chover novamente.

“Perdeu colchão, perdemos alimentos, perdemos bichinho. Foi tudo. Perdemos tudo. [O sol é] quase um pouquinho de alívio, mas não deixa de deixar preocupação, porque hoje está sol, mas amanhã pode chover de novo. E aí, como a gente fica?”.

Quem também não conseguiu dormir esses dias foi o José da Silva Souza. O pedreiro mora perto de uma ponte e água também invadiu a casa dele.

“Não perdi a geladeira porque eu desliguei ela antes, mas fazer o que? Faz parte da vida. O prefeito fala que vai fazer isso aí e nunca faz. Se ele abrisse lá para baixo, abrisse, tirasse o capim, era melhor, mas só dá fé na gente de quatro em quatro anos”, conclui morador.

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Em nota, a Defesa Civil de Suzano informou que atendeu a chamados sobre enchente do Taiaçupeba-Mirim no bairro Estância Americana e em outros pontos do distrito de Palmeiras desde o começo da manhã de sábado e que prestou auxílio aos moradores, assim como as secretarias de Manutenção e Serviços Urbanos e de Assistência e Desenvolvimento Social.

Ainda segundo a Defesa Civil, alguns pontos do bairro, como a região da Estrada do Lago, estavam com acesso ruim para que as equipes pudessem chegar até lá, por causa do nível elevado do rio, que só começou a baixar domingo.

A Prefeitura disse também que a cheia foi tão fora do comum que não dava para distinguir a via pública do curso d’água e fazer a travessia naquele momento poderia colocar em risco os agentes municipais.

Sobre a alegação de falta de atenção por parte do poder público, a administração municipal disse que, nos últimos meses, a Estância Americana tem recebido trabalhos intensos de revitalização na infraestrutura. Os telefones para quem tiver problemas com a chuva, são 4748-5394 e 4745-2150.

O Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee) informou que já deu entrada no processo de licenciamento ambiental para executar os serviços de limpeza, desassoreamento e remoção de plantas aquáticas, no rio Taiaçupeba-Mirim.

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O edital para contratação deve ser lançado em março e prevê intervenções em um trecho de 4,8 mil metros, entre os municípios de Suzano, Ribeirão Pires e Mogi das Cruzes. A previsão de conclusão é de nove meses, a partir do início dos trabalhos.

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