Quique Setién entrará na justiça contra o Barcelona para cobrar R$ 24 milhões

Quique Setién entrará na justiça contra o Barcelona para cobrar R$ 24 milhões

Ex-treinador do clube afirma que foi comunicado da demissão um mês após o anúncio oficial e que não recebeu indenização de acordo com contrato

Fora do comando do Barcelona desde 17 de agosto, Quique Setién entrará na justiça contra o clube catalão. O treinador, junto com sua equipe de auxiliares, divulgou nesta quinta-feira um comunicado em que afirma ter sido notificado oficialmente da demissão apenas ontem, um mês após o anúncio do desligamento. De acordo com a mensagem, a diretoria clube não tem intenção de cumprir os contratos de trabalho dele e da comissão técnica.

Segundo o jornal espanhol “As”, Setién cobrará quatro milhões de euros (R$ 24 milhões) do Barcelona, montante correspondente ao que receberia pela temporada 2020/21. O comunicado também informa que a comissão técnica foi surpreendida por uma “futura realocação” no clube, não informada previamente.

O Barcelona, por outro lado, entende que, ao anunciar Ronald Koeman como novo técnico, a destituição de Setién era automática. O clube considera ter o decorrer da temporada para pagar o espanhol. A medida, contudo, não impedirá que o recém-contratado holandês esteja no banco da equipe na estreia no Campeonato Espanhol, marcada para o dia 27.

Confira o comunicado na íntegra:

“Quique Setién, Eder Sarabia, Jon Pascua e Fran Soto comunicamos que, pelas últimas informações publicadas, queremos fazer os seguintes esclarecimentos:

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Após um mês de silêncio absoluto por parte da administração do FC Barcelona, ​​e depois de vários pedidos nossos, ontem que finalmente recebemos as primeiras comunicações oficiais, via burofax. Estas comunicações revelam a clara intenção da diretoria de não cumprir os respetivos contratos de trabalho datados de 14/01/2020.

No meu caso, Quique Setién, é público e sabido que no dia 17 de agosto tanto o Clube quanto o Presidente anunciaram minha demissão com efeito imediato. Porém, só ontem, dia 16 de setembro (um mês depois), é que me enviaram, pela primeira vez, a comunicação escrita da referida demissão (sem qualquer acordo).

Quanto ao resto da comissão técnica, fomos informados, também ontem, para nossa surpresa, de uma “futura relocação” para o Clube.

Por tudo o que foi dito, fomos obrigados a colocar a resolução do conflito nas mãos de nossos advogados, devendo entrar com as ações judiciais correspondentes. E isso, a fim de preservar os nossos direitos e o que foi acordado em sua época com o FC Barcelona.”

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