Família de ambulante morto por GCM em Itaquaquecetuba pede que agente seja preso

Angelis Publicidade e Gráfica
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Caso aconteceu no dia 12 de outubro, quando dois homens armados trocaram tiros com guardas municipais de Itapecerica da Serra. Um dos agentes diz ter se confundido e atirado em três ambulantes. Dois morreram.

Parentes de um dos ambulantes mortos por um guarda municipal de Itapecerica da Serra em um posto de combustíveis de Itaquaquecetuba se reuniram com o delegado que cuida do caso, na tarde desta segunda-feira (3). Eles querem a prisão do suspeito do crime.

O caso aconteceu em um posto de combustíveis no km 45 da Rodovia Ayrton Senna no feriado de 12 de outubro. Durante o assalto, dois guardas municipais de Itapecerica da Serra trocaram tiros com dois criminosos, que fugiram. Um deles também atirou contra um carro onde estavam três ambulantes. Os guardas disseram para a polícia que pensaram que os criminosos tinham descido do veículo.

Rodinei Alves dos Reis, de 33 anos, e os amigos Bruno Nascimento Souza, de 32 anos, e Kaue Oliveira Francisco, de 21 anos, estavam abastecendo o carro. Rodinei e Bruno morreram. Kaue também foi baleado, agredido e chegou a ser preso por suspeita de participação no assalto. Ele ficou na cadeia por quatro dias. Só depois da divulgação das imagens da câmera de monitoramento do posto serem liberadas, o trio foi considerado inocente e Kaue liberado.

A viúva de Rodinei, Luciana de Oliveira Alves, diz que não ocorreu o pedido de prisão. “Indiciamento é muito pouco para a família. Ele tinha que ser indiciado com um pedido de prisão. Se fosse algum político ou famoso, teriam pedido a prisão, mas como era um trabalhador não. Depois que finalizar o processo praticamente”, diz.

O delegado Rubens José Ângelo do Setor de Homicídio e Proteção à Pessoa (SHPP) de Mogi das Cruzes diz que até o momento não há motivo para pedir a prisão do suspeito. Embora, o GCM já foi indiciado por duplo homicídio, uma tentativa de homicídio e abuso de poder.

“Ele está respondendo em liberdade, tendo em vista que ele colaborou com as investigações. Ele não ameaçou testemunhas, destruiu provas, mas ele responderá por isso. E pode ir até júri”, ressalta o delegado.

Prisões

Os dois suspeitos de roubar a moto do GCM foram presos. O primeiro no dia do crime, após buscar atendimento médico para um ferimento à bala no pé. Já o outro foi preso na semana passada, mais de três meses após o crime.


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