Foto para  chamar atenção

Em Suzano e Mogi, moradores reclamam do som alto durante a madrugada na frente dos estabelecimentos.

Moradores de Suzano e Mogi das Cruzes reclamam da falta de fiscalização no funcionamento das adegas. Segundo uma moradora da Vila Colorado, em Suzano, os frequentadores fazem muito barulho, com música alta e empinando motos. Assim, os moradores do bairro encontram dificuldades para dormir.

Em Mogi das Cruzes, um morador da Vila São Francisco afirmou que, todos os dias, dois bares funcionam até de madrugada. O morador disse que até comprou um tampão de ouvido para conseguir dormir a noite, já que o barulho é muito alto.

Em nota, a Prefeitura de Suzano disse que a GCM faz rondas e que o departamento de fiscalização de posturas tem trabalhado junto com a Vigilância Sanitária pra monitorar estes estabelecimentos. O telefone da fiscalização é o 4545-2046 e o da GCM 153.

Segundo a Prefeitura de Mogi, entre os anos de 2020 e 2021, a quantidade de adegas notificadas por algum problema mais que dobrou. No ano passado, segundo a administração municipal, foram 166 registros de estabelecimentos autuados.

O diretor de departamento de fiscalização de posturas da Prefeitura de Mogi, Cláudio Abdo, afirma que o principal motivo para as notificações são os desrespeitos aos decretos da pandemia. “Isso aconteceu na época em que as restrições eram mais rígidas, mas outras também por perturbação do sossego e falta de licenciamento para trabalhar.”

Abdo esclarece também que muitos casos são recorrentes e que as fiscalizações constantes prejudicam o trabalho de fiscalização da Guarda Municipal. “Nós ampliamos as equipes de plantão para atender as várias demandas e estamos fazendo de tudo para atendê-las”, completa.

Cláudio Abdo explica que o fechamento do estabelecimento acontece depois das notificações e multas. “Nós orientamos, aplicamos uma multa, duas multas e, na terceira vez, interditamos o estabelecimento de forma definitiva com a lacração física.”

Benefícios para economia

Por outro lado, os negócios estão são responsáveis pela geração de emprego. A proprietária de uma adega, no Jardim Aeroporto III, em Mogi, emprega oito pessoas e, inclusive, a equipe foi reforçada no pico da pandemia.

Lais Satiro da Silva estava desempregada e foi uma das contratadas na unidade. “Eu entrei em abril de 2021 e, quando eu entrei a gente trabalhava apenas com o varejo e foi crescendo na pandemia. Agora viramos uma distribuidora.”

Ao todo são três galpões para estoque dos produtos em atacado. Com isso, o público também mudou e incluiu pequenos comerciantes que compram os produtos para revender em outras adegas e mercearias.

Além de comercializar bebidas alcoólicas e não alcoólicas, Lais explica que a unidade ampliou a diversidade de produtos. “Vendemos salgadinhos, balas e diversas coisas”, comenta.

Por conta da alta procura pelos moradores, Lais conta que a adega tenta conscientizar os consumidores de bebidas alcoólicas. “Nós sempre alertamos para que, se beber, não pode dirigir. A gente sempre procura conversar muito”, finaliza.