Lei foi aprovada em agosto, mas a cidade ainda não decidiu como vai colocar em prática. Expectativa é arrecadar R$ 1 milhão, sendo que R$ 250 mil ficarão com o município.

Para gerar recursos para os cofres da cidade, a Prefeitura de Poá está apostando na sorte. A cidade decidiu elaborar uma lei que cria a loteria municipal. O projeto foi publicado no dia 25 de agosto e é de autoria do executivo. No entanto, ainda não foi definido como funcionará na prática.

Em tempos de crise, ter uns milhões na conta é o sonho de muita gente. Porém, um pouco a mais no bolso já seria o suficiente para fazer muita gente feliz. A aposentada Rosa Maria Bezerra, por exemplo, conta que queria ganhar dinheiro para pagar as contas.

“Pagar as contas, principalmente, que é o que nós temos, né? Mas, assim, ter uma vida mais tranquila”. A babá Sirley dos Santos pensa parecido. “Tanta coisa que o brasileiro faria, né? Eu, primeiramente, pensaria nas prioridades”, comenta.

Apesar de nunca ter ganhado nada, o Alexandre Fernandes não desiste da sorte. Para ele, vale tudo. Desde rifa até a famosa ‘fezinha’ na lotérica. O negócio é continuar tentando. “Nunca ganhei nada. Igual você falou, um dia pode ganhar. Não sei quando, mas um dia”.

A ideia de criar uma loteria municipal foi da própria Prefeitura. Dos 17 vereadores da Câmara Municipal, apenas um foi contra. O vereador Edinho do Kemel foi um dos aprovou. Para ele, a medida é uma boa iniciativa para resolver problemas antigos relacionados à queda na arrecadação do município.

“Eu votei favorável ao projeto. Eu sou um dos vereadores que desde a época da nossa arrecadação por perca, da saída do Itaú daqui de Poá, acabei comprando essa briga com o antigo governo, com o governo passado, pra gente tentar estar recuperando a questão da economia da cidade”.

“Então, quando chegou esse projeto na Câmara, a gente via que não chegava nada, nenhuma alternativa do governo atual para tentar buscar, fazer alguma coisa, algum caminho para que aumentasse a arrecadação, melhorasse a questão dos recursos de investimento”.

“Eu vi como uma alternativa interessante de arrecadação de recursos”, comenta.

Pelo que explica o projeto de lei, a loteria poderá ser explorada pela Prefeitura diretamente ou por meio de concessão, podendo ser usada para o financiamento de ações e projetos, além do aporte de recursos nas áreas de assistência social, direitos humanos, esporte, cultural, saúde e segurança.

A expectativa é arrecadar cerca de R$ 1 milhão por mês. Desta quantia, o repasse aos cofres da cidade ficaria em torno de R$ 250 mil mensais. A cidade chegou nestes valores com base no tamanho da população e a média de moradores que jogam na loteria federal.

Por enquanto, não há uma data para o início da operação. Porém, espera-se que comece a valer no primeiro trimestre do ano que vem. Em nota, a Prefeitura disse ainda que, em breve, deve começar os estudos para criar a regulamentação da loteria e que o serviço será feito por meio de concessão.

“É uma coisa que tem ser bem feita, organizada, correta, transparente. O próprio portal da transparência vai ter que estar ativo e bem simples de entendimento. A própria Câmara Municipal vai ter que fiscalizar também”, diz Edinho.

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