Alto Tietê teve em dezembro o menor número de atestados de óbito por Covid-19 de 2021, apontam cartórios

Alto Tietê teve em dezembro o menor número de atestados de óbito por Covid-19 de 2021, apontam cartórios
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Foram 12 mortes registradas ao longo do mês. Número se iguala ao primeiro mês da pandemia e é, portanto, um dos mais baixos de todo o período.

Dezembro foi o mês em que os cartórios do Alto Tietê atestaram o menor número de mortes por Covid-19 em 2021. Segundo a Associação de Registradores de Pessoas Naturais (Arpen), foram 12 vidas perdidas.

O número é o mesmo registrado no primeiro mês da pandemia, março de 2020, e é portanto um dos mais baixos de todo o período. Quando considerados os óbitos de idosos, o índice foi o menor desde então (confira abaixo).

O balanço inclui Arujá, Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis, Santa Isabel e Suzano. É considerado o local de registro e não necessariamente onde a pessoa morava.

O número de óbitos por Covid-19 atestados nos cartórios da região estava em queda desde março de 2021. O único aumento, desde então, havia sido observado em outubro, que teve duas vítimas a mais que setembro.

Além disso, o total observado em dezembro indica uma diminuição de 61,2% em relação ao índice registrado em novembro. Já na comparação com o último mês de 2020, o índice mostra uma queda de 93,8%.

Redução no segundo semestre
Se comparado o total de mortes registradas entre julho e dezembro de cada ano, a redução foi de 54,5% em 2021: foram, ao todo, 462 óbitos por Covid-19, contra 1.017 no mesmo período do ano anterior.

Ao longo do semestre, os cartórios da região também registraram a mudança no perfil das vítimas da doença. Em 2020, mais da metade (52,8%) dos mortos tinha entre 60 e 79 anos. Em seguida, estavam as pessoas de 40 a 59 (22,91%).

O grupo de 80 a 99 vinha na sequência, com 20,4% do total de atestados de óbito. O público de 20 a 39 representava 2,85% e o das crianças, de 0 a 9, era 0,78%.

Já nos últimos seis meses de 2021, esse cenário se inverteu e houve uma redistribuição entre as faixas etárias. A faixa dos 40 a 59 virou maioria entre os mortos, com 37,6% do total, seguida pelo público de 60 a 79, com 36,1%.

Os idosos de 80 a 99 representavam 16,8%, seguidos pelos jovens de 20 a 39, com cerca de 7,35%. As crianças eram 0,64%. Houve duas mortes de pessoas com 100 anos ou mais, além de quatro casos em que a idade não foi informada.

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