Moradores de rua que morreram após passar mal em Suzano não foram envenenados, diz polícia

Casos ocorreram no ano passado, quando duas vítimas morreram, na mesma região da cidade, em menos de um mês. Laudo necroscópico constatou a presença de álcool, mas a causa das mortes não foi determinada.

Os dois moradores de rua que morreram depois de passar mal no ano passado, em Suzano, não foram envenenados. A informação foi divulgada pela Polícia Civil nesta terça-feira (19). De acordo com o delegado Lourival Noronha, o laudo necroscópico constatou o consumo de bebida alcoólica, mas a causa das mortes ficou indeterminada.

Os óbitos ocorreram nos dias 31 de outubro e 22 de novembro. Além das vítimas, um terceiro homem em situação de rua também passou mal e foi internado. De acordo com a Polícia Civil, os três viviam em uma mesma rua da Vila Maluf e não tinham sinais de violência. Como dependiam de doações, inclusive de alimentos, as famílias temiam que as mortes tivessem sido causadas propositalmente.

Ainda de acordo com o delegado, o resultado dos laudos será encaminhado para a Justiça, que deve decidir se o caso será arquivado ou não.

Relembre o caso

A primeira vítima foi Bruno Wilson Santos Barbosa, de 27 anos. Segundo o depoimento de um vigilante à polícia, o rapaz estava acompanhado de um homem quando entrou em um hipermercado da Avenida Vereador João Batista Fitipaldi para usar o banheiro. Ao sair, ele desmaiou no estacionamento.

O boletim de ocorrência afirma que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamado. O resgate chegou em menos de 15 minutos e logo a morte foi confirmada. Um perito que avaliou o local não encontrou indícios de violência. O corpo de Bruno tinha uma única lesão no braço, que pode ter sido causada pela queda.

Menos de um mês depois, outro homem morreu de forma parecida. A vítima, de 65 anos, vivia na mesma rua e também foi encontrada no estacionamento do supermercado. Um funcionário teria dito à equipe de resgate que ele teve um mal-estar e o Corpo de Bombeiros e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram chamados. As equipes tentaram reanimá-lo, mas ele não resistiu e acabou morrendo.

Neste mesmo dia, um terceiro morador de rua também passou mal e foi internado. Ele sobreviveu e disse em depoimento à polícia que havia bebido pinga.