Papelarias de Mogi relatam janeiro atípico devido às incertezas da pandemia e do retorno das aulas presenciais

Donos de papelarias contam que o movimento e a compra de materiais escolares estão diferentes em relação a anos anteriores, mas mantêm otimismo de que buscas irão crescer.

Janeiro normalmente é o mês em que as papelarias estão mais movimentadas, devido à proximidade das aulas e à busca por materiais escolares. Mas essa não é a realidade em 2021, pelo menos até o momento. Com as incertezas provocadas pela pandemia, o setor registra movimento abaixo do normal, inclusive nos estabelecimentos de Mogi das Cruzes.

Em uma papelaria no centro, o movimento ainda é fraco, e as vendas são apenas aquelas do dia a dia. Quem conhece a correria desse segmento nesta época do ano sabe que está longe do que normalmente é.

“Neste ano está bem diferente, bem devagar, com poucas listas para serem feitas ainda. Os pais estão esperando ainda para comprar o material, porque não sabem se volta, se não volta”, disse a comerciante Helena Naomi Kato.

No ano passado, neste período, foram feitos, em média, mais de dez orçamentos por dia. Hoje, a média fica entre um e dois. Mesmo assim, a expectativa é que as vendas melhorem quando as aulas retornarem. Por isso, o estoque foi reforçado. A dona da papelaria conta que comprou menos do que costuma em anos anteriores, mas que está preparada para atender.

“Temos estoque para atender. Conforme o movimento, vamos ter de ir atrás de mais material. Tivemos alguns itens que não vieram. A gente fez o pedido no ano passado, em setembro, outubro, e até agora não chegou, como giz de cera e alguns plásticos. Estamos esperando que chegue, mas é que não tem a matéria-prima para eles fazerem o material”.

Em uma outra papelaria de Mogi, o movimento também está diferente dos anos anteriores. De acordo com o proprietário, houve uma queda de 20% a 30% em relação ao mesmo período do ano passado. Ainda assim, a expectativa para os próximos dias é que esse movimento melhore.

“Surpreendentemente, no começo do ano, o número de orçamentos está sendo bastante grande. As pessoas já estão se precavendo porque não sabem se as aulas serão presenciais ou não. Então elas já estão fazendo o orçamento os itens, deixando preparado para, depois, encomendarem as listas”, contou o comerciante Roberto Assi.

Com os pedidos que já foram feitos até agora, o que já deu para perceber é que, neste ano, a lista de material escolar está bem diferente. Como muitos itens ficaram sem uso no ano passado, esses materiais não estão sendo pedidos.

“Elas estão mais enxutas. As escolas estão sendo coerentes e colocando somente o material de consumo pessoal, bastante básico, para também ajudar os pais neste momento difícil. O restante dos materiais, como papéis e outros itens, ficou na escola, então, obviamente, essas escolas não vão solicitar. Com relação ao preço, basicamente conseguimos manter a maior parte dos itens, porque compramos antecipadamente. Porém, alguns itens, infelizmente, sofreram reajustes, em função da matéria-prima. Por enquanto, não. Estamos tentando manter os preços do ano passado”, falou o comerciante.

No estado de São Paulo, o governo divulgou que o calendário escolar de 2021 da rede começa no dia 1º de fevereiro.

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