Após 19 dias, Santa Casa de Mogi retira restrição no atendimento da maternidade

Após 19 dias, Santa Casa de Mogi retira restrição no atendimento da maternidade

Superlotação no setor Neonatal levou a unidade a restringir o atendimento aos casos de urgência e emergência, entre os dias 8 e 26 de janeiro. Ainda assim, a maternidade realizou 241 partos.

Após 19 dias com o atendimento na maternidade restrito aos casos de urgência e emergência, a Santa Casa de Misericórdia de Mogi das Cruzes voltou a atender nesta segunda-feira (27) a todas as gestantes que procuram o hospital para dar a luz.

A medida tinha sido adotada no hospital devido ao quadro de superlotação do setor Neonatal, que chegou a ter 42 bebês para os 25 leitos. O número desta segunda-feira chega a 30 bebês, sendo que 21 estão na UTI Neonatal e o restante nos cuidados intermediários. Já na maternidade há 46 mulheres entre as pacientes que já ganharam, vão ganhar e as que estão em tratamento

Mesmo com a restrição, entre os dias 8 e 26 de janeiro, a maternidade realizou 241 partos. Destes, 195 até dia 23. Entre a sexta-feira (24) e o domingo (26) foram outros 46 novos partos. O diretor-técnico da Santa Casa, Ricardo Bastos, garante que mesmo operando acima da capacidade, todos os protocolos de assistenciais estão sendo seguidos. “Não há qualquer risco para a nossa paciente e os bebês”, destaca.

Na última sexta-feira, a direção da Santa Casa de Mogi se reuniu com representantes da Vigilância Sanitária Estadual, Divisão Regional de Saúde e membros da Secretaria Estadual de Saúde e Vigilância Municipal, na capital paulista, para discutir a situação no hospital.

Na ocasião foi aceito o recurso apresentado pela Santa Casa justificando e detalhando o plano de contingência, depois da unidade ter sido autuada pela Vigilância Sanitária por operar acima da capacidade.

De acordo com a direção da unidade, eles foram orientados a solicitar o credenciamento dos 10 novos leitos de UTI Neonatal mesmo antes da reforma e ampliação da ala. Com isso, a unidade pode aumentar os leitos ofertados à população de forma oficial e faturar a prestação de serviços podendo contratar novas equipes médicas e de enfermagem.

Ficou acertado ainda no encontro a manutenção do plano de contingência, para contar com o apoio da Prefeitura de Mogi das Cruzes, da Secretaria Municipal de Saúde e da Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (Cross) na transferência das gestantes de risco. Inclusive com a presença de uma ambulância à disposição na porta do hospital.

Além disso, a qualquer momento e a qualquer tempo, a Santa Casa poderá solicitar a remoção de alguma gestante de risco, cuja patologia maternal ou fetal não puder ser atendida em no serviço.

Uma reunião, a ser marcada nesta semana, com a GV8 (Vigilância Sanitária do Estado) para rediscutir o projeto de reforma da maternidade do hospital, priorizando as áreas mais importantes a serem reformadas programando o início das obras pelas áreas de maior interesse e necessidade para a população

Por fim, será criada uma comissão de Avaliação Permanente da situação da unidade Neonatal constituída por membros da provedoria, diretores técnico e clínico e chefes dos serviços de obstetrícia, neonatologia, enfermagem e Serviço de Controle de Infecção Hospitalar.

A provedoria e a direção da Santa Casa de Misericórdia de Mogi das Cruzes ressaltaram que têm em seus quadros técnicos, médicos e enfermeiros especialistas e profissionais qualificados e tem muito orgulho de seus indicadores de saúde que, segundo eles, retratam a seriedade e competência com que lidam com seus pacientes.


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