Mais de 70% das mortes no trânsito do Alto Tietê em novembro foram em Itaquaquecetuba e Mogi, aponta Infosiga

Região registrou 11 mortes no trânsito no mês de novembro, sendo que Itaquaquecetuba e Mogi das Cruzes registraram quatro cada.

Das 11 mortes registradas no trânsito das cidades do Alto Tietê no mês de novembro, quatro foram em Itaquaquecetuba e a mesma quantidade em Mogi das Cruzes, o que representa que 72% dos casos foram nesses municípios. Ferraz de VasconcelosSanta Isabel Suzano registram uma cada.

Os dados são do Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo (Infosiga), e mostram ainda que a região reduziu de 11 para 10 mortes, na comparação de novembro de 2018 e 2019.

Dos 11 casos, seis vítimas eram pedestres, três motociclistas e dois estavam em automóveis. Ainda em relação às vítimas, todas eram do sexo masculino, três morreram ainda no local do acidente, e oito chegaram a ser socorridas e encaminhadas para hospitais.

Já em relação às ocorrências, seis foram atropelamentos, três colisões e dois choques. Cinco foram à noite, três de madrugada, duas na manhã e uma à tarde. Oito foram em vias municipais e três em rodovias.

No acumulado do ano, o Alto Tietê já registra 165 mortes no trânsito. No entanto, o número é menos do que o acumulado entre janeiro e novembro de 2018 marcou 173.

Desde o início do ano, o Infosiga também mostra os registros de acidentes com vítimas, mas sem mortes. Das 261 ocorrências na região, 93 foram em Mogi.

O outro lado

Em nota, a Prefeitura de Itaquaquecetuba informou que as mortes aconteceram em rodovias, ou seja, fora da circunscrição municipal. “Este mês mais uma vez foi atingida a meta. Continuamos trabalhando com reforço de sinalização mapeando e melhorando os pontos de acidente. A secretaria de transportes investe massivamente em educação para o trânsito sendo muito ativa nas campanhas nacionais como maio amarelo e semana nacional do trânsito”, informou a nota.

A pasta destacou ainda que solicitou ao Detran e à Polícia Militar por diversas vezes o apoio para realizarem blitz para diminuir os acidentes com alcoolemia que são em sua grande maioria do sexo masculino em feriados e finais de semana durante a noite. Com intuito ainda de diminuir os acidentes a cidade contará a partir de janeiro com fiscalização eletrônica nas divisas do município a fim de inibir não só acidentes como utilizar está ferramenta para segurança pública.

Já a Secretaria de Transportes de Mogi das Cruzes informou que mantém um trabalho intensivo para promover a segurança viária na cidade, que compreende ações de sinalização, engenharia de tráfego, fiscalização e educação para o trânsito.

Neste mês, por exemplo, está sendo feita uma campanha para incentivar o comportamento seguro no trânsito. Faixas alertando motoristas e pedestres sobre o perigo do uso do celular ao volante, respeito aos semáforos e atenção aos limites de velocidade foram implantadas em diversos pontos da cidade e o trabalho também contará com ações em cruzamentos com grande movimentação.

O planejamento dos locais que recebem as ações foi definido com base nos índices de acidentes registrados junto ao sistema Infosiga e pelos levantamentos da pasta com base nos boletins de ocorrência elaborados pela Polícia Militar. A ação também foi discutida durante reunião do Comitê Municipal de Segurança Viária.

“No entanto, qualquer ação para a melhoria da segurança viária somente terá eficácia se contar com a colaboração de motoristas, motociclistas e pedestres, que devem respeitar a sinalização de trânsito e adotar comportamentos básicos de segurança, como não ingerir bebidas alcoólicas antes de dirigir, não utilizar o telefone celular e dirigir apenas quando estiver apto, legal e fisicamente”, destacou a nota enviada ao G1.

Segundo a secretaria, levando-se em conta apenas as vias municipais, de jurisdição da Prefeitura, houve queda no número de mortes em acidentes de trânsito entre janeiro e novembro deste ano, comparado com o mesmo período do ano passado. Foram 32 mortes neste ano, contra 39 em 2018, uma queda de 15,4% no número de óbitos.

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