
Por: Luana de Souza

stado alcançou índice de 101 idosos para cada 100 pessoas com menos de 15 anos em 2025, segundo a Fundação Seade
O estado de São Paulo passou a registrar mais pessoas com 60 anos ou mais do que crianças e adolescentes com menos de 15 anos. Dados da Fundação Seade mostram que, em 2025, havia 101 idosos para cada 100 pessoas nessa faixa etária.
O índice de envelhecimento paulista vem aumentando nas últimas décadas. Em 2000, eram 34,1 idosos para cada 100 crianças e adolescentes. A proporção subiu para 53,9 em 2010, chegou a 82,3 em 2020 e alcançou 101,0 em 2025. Desde 1950, o indicador aumentou 8,7 vezes.
Segundo a Seade, a mudança está relacionada principalmente à redução da fecundidade e ao aumento da expectativa de vida. A taxa de fecundidade no estado atualmente é de 1,5 filho por mulher, enquanto no século passado chegava a aproximadamente quatro filhos por mulher.
A transformação também pode ser observada na estrutura da pirâmide etária. A parcela mais jovem da população vem diminuindo, enquanto aumenta a quantidade de pessoas nas faixas etárias mais avançadas.
Outro fator apontado pela Seade é a chegada da chamada geração X aos 60 anos. Em 2025, aproximadamente 549 mil pessoas dessa geração atingiram essa idade, representando 6,6% da população idosa paulista.
O envelhecimento da população também traz novos desafios para o planejamento das cidades e para as políticas públicas, especialmente em áreas como saúde, previdência, lazer, infraestrutura e cuidados.
O processo não ocorre da mesma maneira em todo o estado. Os menores índices de envelhecimento estão concentrados principalmente na região sul, enquanto municípios do norte e noroeste apresentam índices superiores a 120 idosos para cada 100 pessoas com menos de 15 anos.
Em Registro, por exemplo, são 93 idosos para cada 100 pessoas com menos de 15 anos. Já nas regiões de Araçatuba e Presidente Prudente, o índice chega a 120 para cada 100.
De acordo com a Fundação Seade, as diferenças entre os municípios estão relacionadas principalmente aos níveis de fecundidade e mortalidade e às condições socioeconômicas de cada região. Apesar das diferenças, o envelhecimento populacional é uma tendência observada em todos os municípios paulistas.
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